Crítica · Bastidores

Museu do Pontal: 50 anos de arte popular e 5 da nova sede

ResumoMuseu do Pontal, no Rio de Janeiro, celebra 50 anos de arte popular e 5 da nova sede na Barra da Tijuca. A programação comemorativa inclui exposição do artista Véio, festival com 20 atrações culturais e transporte gratuito para visitantes. A instituição preserva um acervo significativo da cultura brasileira.

Museu do Pontal comemora 50 anos de arte popular e 5 da nova sede na Barra da Tijuca. Programação inclui exposição de Véio, festival com 20 atrações e transporte gratuito.

Murilo Bastos
Murilo Bastos Repórter de artes cênicas · 31 de agosto de 2026
Museu do Pontal: 50 anos de arte popular e 5 da nova sede
9.2/10
VereditoMuseu do Pontal comemora 50 anos de arte popular e 5 da nova sede na Barra da Tijuca. Programação inclui exposição de Véio, festival com 20 atrações e transporte gratuito.

O Museu do Pontal, considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país, tem comemoração dupla neste fim de semana. O espaço cultural faz 50 anos e a sede na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, para onde foi transferido do Recreio dos Bandeirantes, completa 5 anos de atividades. Nos cinco anos de sede nova, o museu produziu mais de 1 mil espetáculos e oficinas, recebeu mais de 400 mil visitantes e promoveu 17 festivais, que reuniram 80 mil pessoas.

A programação inclui a exposição Véio - A Escuta do Sertão, a maior mostra panorâmica sobre o artista plástico sergipano Cícero Alves dos Santos, o Véio, com cerca de 300 obras produzidas em seis décadas. A mostra, com curadoria da diretora Angela Mascelani e do diretor executivo Lucas Van de Beuque, será inaugurada no sábado (29), às 15h30, e montada em cinco núcleos expositivos. O artista, de 80 anos, já teve mais de 17 mil peças produzidas no sertão de Sergipe. "A quantidade para mim é significante porque é em um espaço onde o público é totalmente selecionado para ver e conhecer arte", afirmou Véio à Agência Brasil.

Para celebrar, o Festival 50 anos, chamado pela direção de Festival dos Festivais, terá mais de 20 atrações gratuitas, incluindo Lia de Itamaracá, Siba, Mestre Solano & Noites do Norte, Zé Bezerra & Trio Pernambucano, Trio Forrozão, Edmilson dos Teclados e Aturiá. Haverá manifestações como bumba meu boi, bate-bola, espetáculos circenses e exibições de documentários. O público infantil participa de oficinas; mais de 1 mil bebês já passaram pelas rodas de bebês do museu, segundo Lucas Van de Beuque. "Tem famílias que vinham aqui sem estar grávidas, ficaram grávidas, tiveram filhos e hoje vão na roda de bebês", contou.

A ligação de Véio com o museu vem dos anos 70, quando o francês Jacques Van de Beuque, que formou o acervo, se encantou com as peças do artista e as incorporou à coleção. O escultor, que prefere madeiras como imburana e cedro por não serem atacadas por pragas, disse: "Gosto mais de criar, fazer coisas que ninguém nunca viu". A curadora Angela Mascelani destaca que o acervo fala do "Véio cronista, comentarista da realidade sertaneja".

O museu fica aberto de quinta a domingo, das 10h às 18h, com acesso às exposições até 17h30. Haverá vans gratuitas da Estação Jardim Oceânico e do terminal Alvorada. O patrocínio é da Shell, com a Vale como patrocinador estratégico, e patronos Repsol Sinopec Brasil e Itaú, via Lei Rouanet, além da Prefeitura do Rio.

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