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Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta

ResumoO podcast Afiadas lança novo episódio nesta sexta-feira sobre economia do cuidado. O conceito revela como o trabalho doméstico e de cuidados, majoritariamente feminino, sustenta a economia formal. Essa atividade permanece invisível nas contas nacionais, apesar de seu papel estrutural na sociedade.

O novo episódio do podcast Afiadas, que vai ao ar nesta sexta, aborda a economia do cuidado, conceito que revela como o trabalho doméstico e de cuidados, majoritariamente feminino, sustenta a economia formal e segue invisível nas contas nacionais.

Ariane Coutto
Ariane Coutto Pesquisadora de dramaturgia · 17 de julho de 2026
Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta
8.3/10
VereditoO novo episódio do podcast Afiadas, que vai ao ar nesta sexta, aborda a economia do cuidado, conceito que revela como o trabalho doméstico e de cuidados, majoritariamente feminino, sustenta a economia formal e segue invisível nas contas nacionais.

O novo episódio do podcast Afiadas, que vai ao ar nesta sexta, aborda a economia do cuidado, conceito que revela como o trabalho doméstico e de cuidados, majoritariamente feminino, sustenta a economia formal e segue invisível nas contas nacionais.

A economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta. O podcast discute como o trabalho de cuidar de crianças, idosos e doentes, feito majoritariamente por mulheres e sem remuneração, impacta o PIB e as desigualdades de gênero. O episódio traz dados do IBGE e entrevistas com especialistas.

O que é economia do cuidado

A economia do cuidado reúne todas as atividades de cuidado de pessoas, crianças, idosos, pessoas com deficiência e doentes, realizadas dentro e fora de casa. A maior parte desse trabalho é feito por mulheres, sem remuneração direta, e não é contabilizado no Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o IBGE, em 2019, as mulheres dedicavam, em média, 21,4 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, enquanto os homens dedicavam 11 horas. A diferença de 10,4 horas por semana representa uma sobrecarga que impacta a participação feminina no mercado de trabalho formal.

A linhagem do debate: de feministas a economistas

O conceito de economia do cuidado não é novo. A economista indiana Bina Agarwal, nos anos 1980, já apontava como o trabalho doméstico feminino sustentava a produção rural. No Brasil, a economista Hildete Pereira de Melo, da UFF, foi pioneira ao incluir o tema na agenda da pesquisa acadêmica nacional.

O episódio de Afiadas recupera essa linhagem: todo texto tem ancestral. As discussões atuais sobre políticas de cuidado, como a licença-parental universal e a contabilização do trabalho doméstico no PIB, bebem diretamente dessas fontes.

Os dados que sustentam a pauta

O IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), mede desde 2016 o tempo dedicado a afazeres domésticos e cuidados. Os números são contundentes: as mulheres pretas e pardas são as que mais dedicam horas a essas tarefas, com média de 22,2 horas semanais, contra 18,5 horas das mulheres brancas.

Essa desigualdade racial e de gênero é um dos pontos centrais do episódio. O podcast entrevista a pesquisadora Luana Simões Pinheiro, do IPEA, que estuda a intersecção entre cuidado, raça e mercado de trabalho.

Por que o cuidado interessa a todos

A economia do cuidado não é pauta só de mulheres. Quando uma pessoa deixa de trabalhar para cuidar de um familiar, a perda de produtividade afeta a economia como um todo. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, globalmente, o trabalho de cuidado não remunerado representa 9% do PIB.

No Brasil, esse percentual pode ser ainda maior, dado o envelhecimento populacional e a falta de políticas públicas de cuidado. O episódio de Afiadas discute soluções como a criação de um sistema nacional de cuidados, inspirado em experiências de países como Uruguai e Suécia.

O que esperar do episódio

O episódio desta sexta promete ir além dos números. A apresentadora Marina Person conversa com a economista Tainá Souza, do Banco Mundial, e com a ativista Neca Setubal, da Fundação Tide Setubal, sobre como transformar o cuidado em prioridade de política pública.

Há também uma discussão sobre a invisibilidade do trabalho de cuidado nas contas nacionais. O IBGE já incluiu, em 2020, uma conta-satélite de trabalho não remunerado, mas o valor ainda não é incorporado ao PIB oficial.

Perguntas Frequentes

O que é economia do cuidado?

É o conjunto de atividades de cuidado de pessoas, crianças, idosos, doentes, realizadas dentro e fora de casa, majoritariamente por mulheres, sem remuneração direta.

Quem são as convidadas do episódio de Afiadas?

O episódio entrevista a economista Tainá Souza (Banco Mundial) e a ativista Neca Setubal (Fundação Tide Setubal).

Qual a importância de discutir economia do cuidado?

O trabalho de cuidado não remunerado sustenta a economia formal, mas é invisível nas contas nacionais. Discutir o tema é essencial para políticas de igualdade de gênero e desenvolvimento econômico.

Como o IBGE mede o trabalho de cuidado?

O IBGE, por meio da PNAD Contínua, mede desde 2016 o tempo dedicado a afazeres domésticos e cuidados, com recortes por gênero e raça.

O que é a conta-satélite de trabalho não remunerado?

É uma ferramenta do IBGE que estima o valor econômico do trabalho de cuidado, mas que ainda não é incorporada ao PIB oficial brasileiro.

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